EVANGELIZANDO

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sábado, 11 de dezembro de 2010

Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente, sereis livres.

CONHECEREIS A VERDADE, E A VERDADE VOS LIBERTARÁ

Porque tudo o que é nascido de Deus vence o, mundo; e esta é a vitória que vence o mundo,- a nossa fé. 1 João 5: 

Uma vez mais me encontro na posição em que os pregadores muitas vezes se encontram quando, sinceramente, tentam proclamar a verdadeira palavra de Deus. Sei que esta mensagem não será popular. Embora alguns a. recebam com entusiasmo e pleno acordo, infelizmente a alguns trará raiva e a outros, amargura.
Mas quando o ministro do evangelho dedica sua voz e mente a proclamar as mensagens que ele sente que Deus deseja sejam proclamadas, inevitavelmente encontrará resistência. Vezes sem conta sua decisão de fazer as coisas que ele disse estar disposto a fazer, será posta à prova.
Dentro da comunidade cristã há muitos elementos conflitantes de doutrina a respeito dos quais devemos ficar calados se não desejarmos encrespar as águas cristãs. Mas é isto que Deus deseja? Tenho certeza que não. Deus podia ter mantido as circunstâncias religiosas mais calmas se não tivesse enviado seu Filho unigênito a fim de turvar as águas da religião estabelecida daquele dia. Da mesma forma, ensinam-se hoje filosofias que podiam ser aceitas superficialmente. Então, é certo, que a irmandade cristã fluiria mais suavemente. Mas é isso o que Deus deseja? De novo eu diria que não.
Os sentimentos de "ter tudo em ordem" ou estar "completamente sintonizados com Deus" vêm-nos de vez em quando e são, tenho certeza, na maioria das vezes, a vontade expressa de Deuspara essa época. Deus usa instrumentos de ensino diferentes e diferentes métodos para épocas e situações diferentes. Nós, seres finitos, entretanto, tentamos limitar a Deus. Dizemos: "É assim quetem de ser, porque foi desta maneira que aconteceu comigo", ou "É assim que tem de ser porque foi desse modo que aconteceu da última vez". Como Deus deve rir-se de nós!
Vou comentar algumas práticas religiosas que, creio eu, têm-se tornado excessivas em nossa época. Aos que me criticarem por expressar estas opiniões apressar-me-ei a acrescentar: Eu também incorri em alguns erros que hoje condeno. Somente nos desenvolvemos mediante o crescimento. Creio que o Senhor me deu a sabedoria, pela experiência, a fim de reconhecer e corrigir os erros cometidos no passado. Talvez, ao salientar esses erros, eu venha a influenciar outros que atualmente podem estar-se desviando. Talvez eles também examinem seus corações e compreendam que as doutrinas simplistas e inflexíveis raramente vêm de Deus. Simplesmente peço que todos leiam esta mensagem em atitude de oração, e se ela contiver algo que seja aplicável à sua situação, peço que Deus lhe toque o coração enquanto a lê. O QUE É VAIDADE?

Pr.Antonio Pereira da Silva. 

           O Que é vaidade? Parte 1

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Temos ouvido não poucas vezes alguém se referir à vaidade como algo que Deus abomina. Mas o assunto que abordaremos não se trata de saber se Deus condena ou não a vaidade, e sim, o seu significado. Realmente Deus a condena, mas será que esta palavra tem sido analisada à luz da Bíblia? Ou tem sido interpretada superficialmente? Quando se fala em vaidade logo se pensa em cabelo, roupas, jóias. Mas quando examinamos o verdadeiro sentido, nos coscientizamos de que a Bíblia não se refere ao fato de alguém se embelezar. A vaidade que Deus abomina é um assunto muito mais abrangente do que certas pessoas querem acreditar. Esta palavra passou por um complexo processo de desenvolvimento, incluindo no seu significado as fases de algo vazio, daí para as porções de inutilidade, ludíbrio e iniquidade.   No Antigo Testamento, a palavra vaidade aparece mais de cem vezes e foi traduzida de três termos hebraicos, a saber: nadab que significa oco, vazio; hebel que quer dizer inútil e shaw que tem sentido de ludíbrio ou falsidade. Das cem vezes que aparece a palavra vaidade, jamais, em toda a Bíblia, significa se embelezar ou andar bem arrumado, com adornos.Como vimos ser vaidoso na Bíblia significa ser falso, idólatra ou inútil e nunca ser cuidadoso com a beleza.  Todos os versículos tanto do Novo quanto do Velho Testamento, que ser referem a vaidade estão relacionados à idolatria, falsidade e coisas vãs. Seguir a vaidade é ser guiado pela '"bíblia das vaidades". A falsa religiosidade tem o mesmo sentido da vaidade segundo a Bíblia, pois aparenta ser santo por fora quando na verdade não o é por dentro. De acordo com as Escrituras, vaidade são coisas fúteis, enganosas e inúteis como: idolatria, auto-suficiência, orgulho, arrogância e tudo aquilo que tem brilho falso. Quando Israele pediu um rei, Deus disse a Samuel que o seu povo havia seguido a vaidade, isto é a idolatria.  O legalismo religioso tem sido combatido pela Bíblia como sendo vaidade, principalmente, no Novo Testamento, onde Jesus condena o farisaísmo, seita judaica que cumpria o protocolo religioso em detrimento da piedade. Ainda hoje, encontramos pessoas preocupadas com o esterótipo e esquecendo do perdão e do amor. Ensinando uma coisa e vivendo outra. Este comportamento se constitui um ato de hipocrisia, portanto, vaidade.  Menosprezar as pessoas, pensar que é mais santo ou mais importante do que alguém é vaidade reprovada pelo Senhor.
                                                     Mal entendido
Algumas pessoas têm escolhido o texto de Isaías 3.17-26 para provar que Deus condena o uso de perfumes, adornos, roupas caras etc. Todavia, o texto descreve uma cidade representada por uma mulher que seria humilhada, e desta cidade seria tirado seus adornos, mas também suas roupas. Cuidado com essa interpretação.  No Novo Testamento, temos sete palavras gregas para a tradução de vaidade que são: kenós que significa vazio, aparecendo dezoito vezes; kenophonia, som inútil, termo que aparece duas vezes; mátaios, inútil, seis vezes; mataiotes, inutilidade, surge três vezes;maten, em vão, duas vezes; eikê, à toa, cinco vezes e doreán, sem preço. A vaidade, portanto, é um termo genérico para coisas vazias. A própria vida se torna vaidade quando não se tem Cristo. Ser vaidoso é não ter humildade e não reconhecer que sem o Criador nada podemos fazer. Quanto ao andar limpo, bem arrumado, cheiroso, com roupas adequadas desde que decentes, nada tem a ver com vaidade. Antes, é um cuidado com o corpo que é templo do Espírito Santo. As mulheres têm sido alvo de perseguição nesse aspecto, enquanto os homens podem usar ternos caros e gravatas requintadas. Para o machista não é conceptível que a mulher esteja por cima, já que a beleza lhe proporciona este status, por se tratar de atração, algo que chama a atenção, portanto superior. Eu fico com a Bíblia (Eu também) e sua recomendações de que não devemos atar fardos pesados nos ombros dos crentes.  A Palavra é nosso manual de conduta, por isso precisamos nos portar como filhos de Deus no meio de uma geração perversa. Devemos evitar os excessos e trajarmos decentemente. A Escritura diz que tudo que é puro, honesto, justo, amável, de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai (Fp 4.8).
Quanto as recomendações bíblicas para a postura da mulher ou do homem no que diz respeito ao traje, tenhamos cuidado, pois existe um abismo cultural muito grande entre a Bíblia e a nossa realidade. Paulo recomenda por algum motivo social da época, as mulheres não usem tranças, ouro, pérola ou vestidos caros. Cumprir esta recomendação seria um absurdo, pois teríamos de proibir o anel de casamento, bem com as tranças tão usadas pelas irmãs e teríamos ainda de investigar quanto custou a roupa das irmãs. É como querer obrigar os crentes a lavar os pés em dia de Ceia ou exigir o ósculo santo (beijo). Existem mandamentos bíblicos que são eternos e existem recomendações para a época, como por exemplo: sair para evangelizar de dois em dois, não carregar dinheiro no bolso, não cumprimentar as pessoas, não viajar com roupas ou sapatos na mala. Cuidado para não confundir recomendações temporais com mandamentos permanentes. O apóstolo Paulo recomenda aos crentes a modéstia, e ensina que o fato de alguém estar bonito ou feio não significa estar santificado, pois a beleza que Deus se agrada é a beleza de caráter (Pe 3.3).

Fonte: Texto publicado no Jornal Mensageiro da Paz em junho de 1999 na seção Edificação pelo Pastor Jesiel Padilha de Siqueira, ele também é professor de Novo Testamento e Teologia Sistemática.

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