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quinta-feira, 7 de março de 2013


BENTO XVI: islamismo, aborto, homossexualidade, documentos secretos, pedofilia … Em oito anos de papado, muitas polêmicas

O papa Bento 16 conduziu seus oitos anos de pontificado com mão de ferro: protestou contra os diretos dos homossexuais, o aborto e a eutanásia, e enfrentou outras religiões, como o islamismo.
O pontífice também precisou lidar com diversos escândalos surgidos durante seu comando. Confiram abaixo uma lista de polêmicas que emergiram em seu pontificado.
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HOMOSSEXUALIDADE - Em novembro de 2005, o Vaticano impôs restrições à ordenação de homossexuais como padres. “A Igreja não pode admitir no Seminário e nas Ordens Sacras aqueles que praticam a homossexualidade, apresentam profundas tendências homossexuais ou apoiam a chamada cultura gay”, disse Bento XVI.
Já em novembro de 2010, o papa chegou à Espanha para uma visita de dois dias e atacou o aborto e o casamento homossexual, recentemente legalizado no país, durante missa em que consagrou a célebre igreja barcelonesa da Sagrada Família.
As declarações fizeram parte de críticas mais amplas do pontífice ao “secularismo agressivo” da Espanha.
ISLÃ - Em setembro de 2006, o papa visitou sua terra natal, a Baviera, na Alemanha, e, durante um discurso em Regensburg, ele motivou protestos do mundo islâmico ao citar um imperador bizantino do século XIV, segundo o qual o islamismo se difundiu pela espada e só fez mal ao mundo.
Dias depois, Bento XVI disse “lamentar profundamente” a reação muçulmana ao seu discurso, que, segundo ele, foi mal compreendido.
Já em novembro, durante uma visita à Turquia, o papa estendeu a mão aos muçulmanos, em um gesto histórico de reconciliação, para que, juntos, encontrem “um caminho para a paz”. Ao visitar a Mesquita Azul, em Istambul, Bento XVI se tornou o segundo papa a visitar um local sagrado para o Islã. [Ali, cruzando os braços no peito, e não fazendo o sinal da cruz, ele rezou e lembrou que cristãos e muçulmanos veneram o mesmo Deus.]
ABORTO - Em maio de 2007, o papa veio ao Brasil, em sua primeira viagem à América Latina, e ameaçou excomungar políticos que defendem o direito ao aborto.
Ao fim da mesma viagem, após celebrar uma missa para 150 mil fiéis e visitar o ex-presidente Lula, uma outra polêmica: em um discurso para os arcebispos da América Latina e Caribe, declarou que a Igreja Católica não se impôs, apenas purificou os indígenas da América e que a retomada de suas religiões seria um passo para trás.
Os líderes indígenas brasileiros classificaram a atitude do papa como “arrogante e desrespeitosa”.
A ÚNICA - A Congregação do Vaticano para a Dourtirna da Fé, órgão que Bento XVI havia dirigido antes de se tornar papa, publicou, em julho de 2007, um documento no qual reafirma que a Igreja Católica é a única verdadeira igreja de Jesus Cristo.
Declarações deste tipo, emitidas por João Paulo II em 2000, provocaram a ira da comunidade protestante.
GENÉTICA - Em março de 2008, o Vaticano atualizou os sete pecados capitais, introduzindo os sete pecados mortais modernos.
Entre os novos pecados estão: “prejudicar o meio ambiente, participar de experimentos cietíficos duvidosos e de manipulação genética, acumular riqueza excessiva, consumir ou traficar drogas e promover a pobreza, a injustiça ou a desigualdade social”.
O HOLOCAUSTO - Bento XVI revogou a excomunhão de dois arcebispos tradicionalistas, em fevereiro de 2009.
Um deles, [o britânico] Richard Williamson, havia negado o Holocausto em uma entrevista na televisão. A decisão provocou grande ira na Europa, e a chanceler alemã, Angela Merkel, pediu para que o papa esclarecesse sua posição sobre o assunto.
PEDOFILIA - Um dos escândalos que mais atingiu a imagem da Igreja Católica aconteceu em 2010, quando padres das igrejas da Irlanda, Alemanha, Áustria, Bélgica e Estados Unidos foram acusados de [milhares de casos de] pedofilia.
O escândalo respingou no papa, que chegou a ser acusado de ter “encoberto” os padres pedófilos durante seu tempo como chefe da Congregação para a Doutrina da Fé.
Por causa das acusações, o Papa Bento XVI foi forçado a demitir vários bispos e ainda ordenou a limpeza da irmandade dos Legionários de Cristo, depois de descobrir que seu fundador, o padre mexicano Marcial Maciel, falecido em 2008, abusou sexualmente de seminaristas e teve filhos com diversas mulheres.
O papa reconheceu no livro-entrevista Luz do Mundo, do escritor alemão Peter Seewald, que o caso de Maciel foi tratado com “lentidão e demora”, porque “foi muito bem encoberto”.
ORLANDI - Em maio de 2012, a polícia italiana abriu uma tumba na Basílica de São Apolinário, onde estão enterrados vários cardeais e altos cargos do Vaticano, e confirmou a existência de dezenas de ossadas e do corpo intacto do mafioso Enrico De Pedis, um dos chefes da organização Magliana, que agia em Roma.
De Pedis, que morreu em 1990, é suspeito do desaparecimento da jovem Emanuella Orlandi, há quase 30 anos, filha de um empregado do Vaticano, que vivia no pequeno Estado papal.
A suspeita foi confirmada após análises de DNA. A decisão do Ministério Público de reabrir o túmulo veio depois de um telefonema anônimo a um programa de TV, em 2005, que denunciava o enterro do mafioso na basília romana.
Pouco depois, a ex-namorada do mafioso, Sabrina Minardi, revelou que teria sido ele quem sequestrara Emanuela.
A jovem tinha 15 anos quando desapareceu depois de sair do apartamento da família dentro do Vaticano para ir a uma aula de música.
A Igreja ainda teria aceitado um bilhão de liras (mais de R$ 1,245 milhão), a antiga moeda italiana, como pagamento para permitir o enterro do mafioso.
VATILEAKS - O escânadalo mais recente do pontificado de Bento XVI foi o caso conhecido como “VatiLeaks”: o vazamento de documentos confidenciais da Santa Sé.
O tribunal do Vaticano chegou a condenar Paolo Gabriele, ex-mordomo do Papa Bento XVI, responsável por entregar os documentos ao jornalista Gianluigi Luzzi, que publicou os dados, a 18 meses de prisão domiciliar pelo roubo.
O papa, porém, perdoou o ex-funcionário, que foi libertado pouco mais de dois meses após a sentença. O papa perdoou ainda Claudio Sciarpelletti, funcionário da Santa Sé condenado por ser cúmplice de Gabriele.
O ex-mordomo foi preso em maio de 2012, quando a polícia encontrou cópias de documentos papais em sua casa. O ex-ajudante admitiu ser a fonte do vazamento de documentos da Santa Sé para a imprensa, incluindo cartas ao papa que denunciavam supostos atos de corrupção nos negócios do Vaticano e textos que revelavam disputas internas.
Fonte: O Globo, via revista Veja On Line

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